Não disse que o mundo era pequeno

Comentários 2 Padrão

Na quinta-feira mesmo depois de chegar em casa e contar para o Carlos o que havia ocorrido, acabei olhando o twitter da Adriana como sempre faço assim como o seu blog e para a minha surpresa, o que ela postou:

“Mega atrasada p uma reuniao e em menos de 5 minutos dei de cara com um amigo das epocas de Madrid e uma leitora do blog! 9:27 AM May 27th via TweetDeck

E dentro de poucos minutos depois…

“Leitora do blog que me parou em St Pauls, sorry que tive que sair correndo!! 🙂 9:43 AM May 27th via TweetDeck

É ou não é uma simpatia de pessoa?

O mundo é pequeno

Deixe um comentário Padrão

Hoje realmente comprovei a frase: “como o mundo é pequeno.” Para vocês entender melhor sobre o que estou falando, vou relatar o que ocorreu.

A cerca de um ano e meio atrás vasculhando algo sobre Londres, achei no Google um link de um blog  sobre uma brasileira que aqui já vivia há alguns anos. Cliquei na página e pra quê, estava começando ali um dos meus vícios dos últimos tempos… virei fã do blog, da pessoa e de como Londres e o mundo eram apresentados na visão dela.

Todo dia na hora do almoço, entrava na internet e lia uma boa parte dos anos atrasados que eu perdi por não conhecer, sinceramente acho que devo ter lido umas três ou quatro vezes o blog todo.

O blog é o drieverywhere.net escrito por Adriana Miller.

Quem não conhece vale muito a pena entrar para conferir, quem já conhece entre de novo, contudo tome cuidado com o vício… kkkkkk

A cada post que lia dela, minha mente viajava junto em suas idas e vindas pelo mundo. O Carlos então sabe toda a história do blog, sem se quer ter um dia lido, só por me escutar falando.

Enfim, o tempo passou virei leitora assídua e ficava imaginando se um dia teria a oportunidade de conhecê-la. Até aí, a Ivete Sangalo também nunca me descobriu…. rsrssrsrrs.

Vim para Londres e minha convicção de fazer um blog e contar minhas aventuras foi muito inspirada nela. Embora tivesse muito receio a princípio com a exposição e algumas outras incertezas que também acabaram quando li o seu post “sobre ter ou não ter um blog.”

Passado a incerteza o meu surgiu e um belo dia andando no metrô, o Carlos me perguntou se eu havia visto o cabelo do rapaz ao lado que era funcionário do metrô. Quando olhei para o lado, me assustei porque era o mesmo que há algum tempo atrás havia visto no blog da Adriana.

Não resisti e tirei a foto para comprovar e um dia contar-lhe a conhecidência. Não que em Londres, ele seja muito diferente, mas para um funcionário de metrô, nunca vi nada igual no Brasil.

Os dias passaram, mal tive tempo de escrever no meu blog quanto mais contar-lhe que o blog dela possibilitava a identificação e encontros de pessoas que se quer alguma vez tiveram contato.

E então pensei: já conheci muito lugares que antes só via através do blog dela aqui mesmo em Londres, ela foi meu guia na minha lua-de-mel do civil para a Argentina, com dicas sobre a terra dos los hermanos. Hoje, vivo na mesma cidade que ela e entendo muito melhor essa admiração por Londres. Quem sabe um dia não poderia ter a oportunidade de conhecê-la?

E hoje, saindo do serviço, o Carlos me ligou e conversei com ele na porta da estação, afinal, o sinal fica excasso. E quando ia a caminho da catraca, me deparei com um casal de amigos que se reencontraram ali. Foi impossível não olhar e quando bati os olhos na moça percebi que aquele rosto era muito familiar. Olhei de novo, peguei o jornal para conferir e ganhar tempo e apesar de não ter 100%  de certeza, minha intuição dizia que estava vendo em carne e osso quem realmente pensava que era. Ninguém menos, ninguém mais do que a Adriana em pessoa.

Não sabia o que fazer ao certo, se continuava o meu percurso ou se tirava a dúvida. Esperei eles terminarem e quando ela ia saindo da estação, pensei: é agora ou nunca, vou chamá-la se for ótimo se não, doida por doida existe um monte em Londres.

E timidamente falei: Adriana.

A sensação que tive era que não era ela naquela fração de segundos, mas ai ela olhou para trás e eu disse: Adriana é você? Desculpa, mas eu leio seu blog!

Eu mal podia acreditar no que estava acontecendo. Encontrar uma pessoa que se quer sabia que eu existia, mas que foi muito importante em diversos momentos de alegrias e tristezas, permitindo que outras pessoas como eu compartilhasem de sua vida diariamente. Tá alegre – leia blogs, tá triste – leia também.

Ela simplesmente sorriu e foi a pessoa mais simpática com uma total desconhecida que já vi na vida. Ela começou a explicar que havia escutado uma voz de menininha a chamando e mesmo pensando que não era com ela, resolveu checar. E que havia acabado de encontrar ali um conhecido também (o mesmo que eu a vi conversando) porém como  estava atrasada para um compromisso não pode conversar mais com ele. Fiquei tão feliz por conhecê-la que mal me apresentei e falei para ela ir porque já estava atrasada e que depois enviaria um e-mail.

Então como não poderia deixar de compartilhar isso, escrevi este post. Para dizer que o mundo realmente é muito pequeno! Quando eu poderia imaginar que algo assim fosse acontecer? Nunca! Ainda mais em Londres que é uma cidade super abarrotada de pessoas, indo e vindo toda hora, o dia inteiro. Infelizmente mesmo se tivesse com a máquina na bolsa acredito que teria vergonha de registrar a cena pedindo por uma foto.

Porém, sem dúvida alguma, o dia de hoje ficará marcado como um dia em que as pessoas podem se encontrar onde quer que estejam.

Ah, detalhe: ela é muito simpática, carismática e atenciosa. Seu sorriso é assim mesmo não só nas fotos de descoberta pelo mundo, mas falando normalmente também. Sem contar que o mulher para ter uma dicção boa de inglês, hein! Quando crescer aqui, quero falar igual…kkkk

Dri um super beijo, continue nos apresentando o mundo e que ele te dê todas as oportunidades e sonhos que você almeja conquistar. E quem sabe em uma próxima oportunidade não peça uma foto?

Jantar português

Deixe um comentário Padrão

Nosso sábado, não acabou com o nosso programa típico de turista na terra da rainha visitando a London Eye e o Big Ben. À noite fomos ao jantar beneficente português que há tempos estava contando os dias para chegar e comer bacalhau.

Logo na recepção da festa, todas as senhoras estavam tipicamente caracterizadas. Sem contar o sotaque português que tinham, umas por serem portuguesas e outras por terem residido em Portugal, o que me levou a ter boas lembranças e o coração ficar apertado devido estas.

Para abrir o apetite nada melhor do que um vinho português. Pena que não pude beber mais porque minha alergia não permite.

As mesas juntamente com todo o salão traziam uma decoração simples, porém de muito bom gosto.

E claro que toda festa que se preze não pode-se começar sem a anfitriã – Nossa Senhora de Fátima.

dsc07394

Agora sim a festa estava iniciada. Na mesa de entrada serviram: azeitonas, tremoço (há quanto tempo não comia), queijo, amendoim e salgadinhos. Nossa fome era tanta que quase acabamos com tudo… kkkkkk Pouco tempo depois iniciaram o serviço do jantar e quem resiste a um prato tão decorado e saboroso como este.

O famoso bacalhau podia ser acompanhado de purê, arroz ou batatas juntamente com uma salada. E para ficar ainda melhor, nada como matar a sede, com um guaraná Antarctica (feito em Portugal). O que mais eu poderia querer?

No palco os três cantores portugueses cantaram desde canções típicas até o famoso fado e as apresentações foram intercaladas com slides das principais cidades ao Norte de Portugal.

A esta altura as lágrimas iam e vinham aos olhos para não chorar ali. As recordações estavam constantes e presentes a todo o momento, e o Carlos começou com a sessão de fotos para me distrair.

Após o jantar os famosos doces portugueses entraram em cena, tendo desde bolos, pastéis de Belém até o pudim de claras que estava muito gostoso.

Para encerrar a sessão de músicas, todas as pessoas que participaram e ajudaram na preparação da festa subiram ao palco, para junto cantarmos o hino português.

E por fim, teve rifa com vinhos e coisas típicas sendo sorteados. E perguntam se eu ganhei alguma coisa? Não ganhei nada, então para não sair triste, coloquei no cabelo esta flor que fazia parte da decoração da mesa e que já estavam começando a limpar quando saímos da festa.

Sem dúvida alguma este sábado rendeu e muito, afinal, passei o domingo de castigo estudando para a minha segunda prova na escola.

London Eye

Deixe um comentário Padrão

O passeio continuou pela atração que completa 10 anos de existência na cidade – a London Eye.

Sinceramente não há quem resista a uma voltinha nesta roda-gigante. Pena que com um tempo tão maravilhoso quanto neste fim-de-semana, a fila para andar na London Eye estava parecendo fila de montanha russa em parque de diversões. Então esta fica para o próximo Sol.

Enquanto isso, tirar fotos não custa nem paga-se nada…

DSC07301

DSC07331

Vista da London Eye para o Big Ben

E voltar para a casa nos nossos carros.

o meu modelo escolhido

e o modelo do Carlos

Para de sonhar menina e volta para a realidade….kkkkkkkkkkk

o barco do Tio Patinhas