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Nem as pedras, nem o mar são iguais nas praias…

Southend foi a nossa segunda praia de descobertas (10/7) e fica localizada a cerca de 1h-1h15min, de Londres. O tempo estava super agradável, e para a minha surpresa, em Southend as pessoas se bronzeiam, tomam banho de mar e é possível se sentir em casa quando se estica a esteira e lê-se um livro.

O acesso à praia, assim como Brighton, é fácil por ser perto da estação de trem. Exceto que em Southend existe um elevador que liga o nível da cidade a praia.

Dessa vez pelo menos, consegui entrar no mar e confesso, que a sensação foi um tanto quanto estranha. Percorrer um caminho de pedras e de repente, entrar em mais pedras com lama.

Contudo, a água (que não estava das mais quentes) é totalmente límpida. E um outro fator comum entre as praias, são os aluguéis das famosas cadeiras azuis. O que evita das pessoas irem carregadas de coisas.

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Uma dica que deixo é que quem quiser aproveitar o mar, chegue cedo, porque a tarde é possível levar o mesmo susto que levei quando pensei em entrar novamente. Ops! Cadê o mar? Sumiu…kkkkkkk

Claro, que isso vária muito da época, da estação e outros fatores climáticos. No entanto, após este período de recesso do mar, era possível ver as pessoas percorrendo quase a mesma distância da praia no píer mar adentro.

Distância esta, que faz com que o píer de Southend (2.158 m), seja considerado o mais longo do mundo.

Para visitá-lo, pode-se comprar o ingresso por 3,00 libras e ir a pé ou pagar 3,50 libras e percorrer de trem ida-volta. Valor surreal de diferença.

Na ida, percorremos de trem e o trajeto demorou dez minutos. Lá, pudemos observar a saída de um barco holândes que a preço médio de 35,00 libras, pode-se passeiar pelo rio até Londres, com o tempo de quatro horas de viagem.

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A vista da cidade e do mar no píer, vale muito a pena. E somente ali é possível ter a total grandeza de sua distância em relação a praia.

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Já a volta, devido o intervalo de meia-hora que teríamos que esperar se quiséssemos voltar de trem, resolvemos fazer a pé.

Embora cansativo, a sensação de ir apreciando o mar e toda aquela paisagem foi recompensadora. E para a minha alegria, a aposta que fiz com o Carlos, de que chegaríamos primeiro que o trem, caso ficássemos esperando, deu certo. Em trinta minutos chegamos a praia e o trem ainda estava para sair do píer.

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Southend também, conta com um parque de diversões na praia, com atrações para todas as idades e casas de jogos eletrônicos do outro lado do calçadão.

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Agora, se me perguntarem qual das duas praias até agora mais gostei, fico com Southend pela sensação mas próxima das pessoas curtirem como no Brasil.

Sensação de mudança…

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Sempre fui uma pessoa auto-crítica comigo mesmo. Talvez  por isso, em muitos momentos seja o famoso oito – oitenta, onde a sensação que poderia ser melhor fale mais alto.

Depois de quatro meses em Londres, e fazendo uma auto-análise me deparei com muitas novidades, acontecimentos, descobertas e cobranças. Não que avalio isto pelo lado negativo, muito pelo contrário, acredito que quando não estamos felizes com algo ou alguma coisa, só depende de nos mesmos, as escolhas e mudanças para seguirmos em frente.

Enfim, essa sensação esta batendo na porta… por outro lado, o que mais sinto falta é de não ter tempo suficiente sobrando para ser a mulher Bombril (1001 utilidades). E nessa hora, entra o meu maior defeito: a ansiedade.

Queria ter mais tempo para ler meus livros,  estudar, escrever, bloggar, sair, interagir, dormir… Tempo que ultimamente as ações básicas do ser humano: trabalhar  e estudar, me consomem…

Pensando nisso, e concluindo que não posso prolongar meu dia em mais de 24 horas, terei que aproveitar o tempo que tenho livre, para usufruir de tudo que quero e gosto da melhor maneira possível. Se irei conseguir? Não sei, mas não custa tentar.

Que venham as mudanças, inclusive no blog.

Brighton – a praia mais famosa da Inglaterra

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De uns tempos para cá, resolvemos desbravar as cidades além de Londres…

Depois de pesquisas e mais pesquisas, e aproveitando o maravilhoso tempo que tem feito nos últimos dias, acredito que nossa ida à Windsor, revigorou nosso espírito por viagens e a segunda cidade eleita foi: Brighton.

Brighton é uma cidade ao sul da Inglaterra, a cerca de 1h10 min. de Londres e que está para os ingleses e turistas, muito mais para os turistas, como a Praia Grande para São Paulo.

E com grande expectativa e curiosidade fomos à nossa primeira praia. Que segundo o Carlos me alertava, seria uma praia de pedra. Então, a surpresa seria em dose dupla…

Logo que chegamos, sentir o cheiro do mar, ver o sol, as gaivotas, as pedras… (só andando de chinelos nelas), senti-me como se estivesse no Brasil, relembrando os tempos que ia para a casa da minha irmã Solange na praia.

Mas, em pouco tempo a sensação de não estar no Brasil veio à tona. Afinal, a maioria das pessoas que ali estavam, tomavam sol de roupa. Então, pensei: como o pessoal vem para a praia para ficar vestido com um sol tão belo como este? Quem entende!

A praia é muito bonita, com dois píers. Um de um lado, e outro do outro. No entanto, um deles foi queimado na déc. 70 e nunca mais reconstruído.

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E as gaivotas? Estas, são um capítulo a parte. Nunca vi tantas em uma única praia. Isso, sem falar que turistas desinformados acabam pensando que estão ajudando dando batatinhas para elas e na verdade prejudicam além da diversão alheia os bichos.

Exceto isso, passamos um dia muito agradável. Carregando nossos espíritos e corpos de sol (nunca se sabe quanto tempo ele poderá durar).

E o Carlos, pouco criativo do jeito que é, pegou umas pedrinhas brancas para fazermos algum artesanato, e guardamos de recordação da nossa primeira praia. Até que de repente, quando olho para o chão, dentre tantas pedras, uma em específica me chamou a atenção: “o Sr. Pedregulho” (carinhosamente apelidado), que era uma pedra já desenhada, e por acha-lá diferente e inusitada a trouxe comigo.

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Sr. Pedregulho: com sombra dourada e tudo.

Ele estava me esperando, eu sei…kkkkk

Depois, voltamos para andar na praia, e me deparei com um espaço reservado para os pais com filhos pequenos brincarem e se divertirem com segurança. É como um playground, com uma parte de piscina e a outra de areia e diversos brinquedos espalhados para as crianças aproveitarem.

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Mas a frente, tinha um restaurante com um local de eventos em cima (acredito que montado para casamentos) que na hora que passávamos estava acontecendo um. O que só não imaginávamos, era que curiosa do jeito que sou muitas vezes, queria ver a noiva, e para a minha surpresa, descem os noivos! Isso mesmo, o casamento era gay!

Achei o máximo quando vi, quem me conhece sabe que não tenho o menor preconceito com isso, muito pelo contrário, acho que cada um deve buscar ser feliz do jeito que lhe convém, e ninguém tem nada a ver com isso. Afinal, se todos respeitassem mais o espaço um do outro o mundo poderia ser bem melhor! Quem sou eu para julgar alguma coisa, certo!

Isso, sem falar que neste dia (3/7) foi a Parada Gay de Londres e se estivesse na cidade, com certeza teria registrado este evento. Enfim, depois do casamento, a celebração foi no piso da praia do restaurante com direito a muito champagne. Simples e luxuoso!

Deste mesmo lado e oposto ao píer, concentram-se uma feira de artesanatos, inclusive com barraca brasileira, brinquedos infláveis, diversão e entretenimento, quadras de areia, que as crianças fazem a festa. Sem falar, no campeonato de velas que estava tendo.

Já no píer tem a parte dos brinquedos eletrônicos e máquinas. Atrás, um mini parque de diversões, com direito a duas montanhas-russas, carrossel e mais brinquedos.

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Por fim, passeando pelo parque da cidade, encontramos um antigo hospital militar indiano usado na época da primeira guerra mundial (1914- 1916) que está muito bem preservado.

O passeio só poderia ter ficado melhor se tivesse descoberto a loja de 99 p (concorrente da loja de um Pound) antes…kkkkkk

Já em Londres, fechamos o dia passeando pela Tower Bridge.

Sem dúvida alguma, um dia com gosto de quero mais!

Greenwich e suas atrações

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Não poderia começar falando dos passeios super legais que estamos fazendo, sem antes postar Greenwich.

Greenwich é um bairro dentro de Londres, e foi um dos primeiros lugares que fomos quando aqui chegamos (Abril). Separado pelo rio, fica do lado oposto à Canary Wharf (centro financeiro) e com fácil acesso de metrô.

De nada lembra a grande metrópole (Londres). Com prédios baixos, sem stress e correria e repleto contato com a natureza, o Greenwich Park envolve todo o cenário do bairro – seus museus (Discovery Greenwich e National Maritime Museum), e o famoso observatório Astronômico Real, localizado em um dos pontos mais altos.

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vista do observatório: Canary Wharf ao fundo, Arena O2 do lado direito e Greenwich com o parque.

O observatório foi fundado pelo rei Carlos II em 1794. Mas, somente em 1884 o GMT (Greenwich Mean Time) foi estabelecido, através de um acordo mundial realizado em Washington e se tornou a principal linha ‘imaginária’ (ela existe) do meridiano.

Discovery Greenwich

National Maritime

O GMT que corta a Terra verticalmente, tem por definição, demarcar a posição zero e padronizar os horários e datas mundiais, além de dividir o Oriente e o Ocidente. Para isso, a escolha como referencial foi “cortar” o observatório de Greenwich – London.

Hoje, o observatório abriga um museu, e nele encontram-se peças e objetos usados na navegação. Isso, sem falar da incrível vista que é possível ter da cidade.

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a linha do meridiano: um pé no ocidente e outro no oriente

Já no chão, junto com a linha do meridiano, estão demarcadas algumas cidades do mundo com sua longitude a partir daquele ponto. E para representar o Brasil, o Rio de Janeiro é a única cidade demarcada.

Enfim, um bairro que vale muito a pena conhecer e visitar, por ser algo totalmente diferente, inserido dentro de Londres.

Vá a Greenwich!