Castelo de Hever

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Depois de praia e porto, por que não um castelo?

Foi exatamente pensando nisso, após uma noite inteira de chuva, que resolvemos conhecer Hever, na última semana de Julho.

Localizado no condado de Kent ao sul da Inglaterra, Hever fica a quarenta e cinco minutos de Londres. E desta vez, a viagem começou bem tranqüila com tudo dando certo… porém, quando chegamos à estação da cidade, aí sim, os detalhes começaram.

Primeiro, que a estação estava fechada. Segundo, que parecia estarmos no meio do nada com um casal de japonês e uma família com três crianças. E terceiro, que nem sinal do castelo.

O primeiro impacto – rir da situação. E depois de visualizarmos um folheto, perto da estação, com a localização do castelo, o que nos restava a fazer, era seguir a única estradinha que tinhamos saindo da estação e ver onde poderíamos chegar, afinal, pedir informação naquela hora, só se fosse para as vacas nos pastos.

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E a estrada segue… com uma única placa que indicava 2 km de distância do castelo.

Após, estrada vai, estrada vem, e em muitos trechos andando contra os carros, já que não existe acostamento, finalmente chegamos.

O local, realmente era enorme, já o castelo… E meu marido como não tem travas na língua, disse: cadê o castelo? Não me fala que é essa miniatura que estou vendo (risos).

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Realmente, o castelo é pequeno, bem pequeno perto do gigantesco terreno que ele está inserido e localizado. No entanto, é muito fofinho, porque fica no meio de um fosso d’ água lebramdo os filmes dos cavaleiros.

Pode-se conhecer só o castelo com os jardins incluso ou somente os jardins, isto dependerá do ticket que você comprar, mas como a diferença não é nada anormal, e era nossa primeira vez, compramos os dois (castelo e jardins).

Primeiro, conhecemos o castelo que pertenceu ao rei Henrique VIII, no séc. XV. Depois, demos sorte porque neste dia ocorria um evento no castelo.

Assistimos a representação e encenação dos cavaleiros, como se estivéssemos na era medieval, onde a vitória era uma questão de honra. Eu, como sempre, dentre os dois times a escolher vermelho x azul, torci desde o começo para o time de vermelho, já adivinharam quem ganhou, com a minha dica? O azul claro.

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O evento durou cerca de 1h 30min, com direito a brincadeiras, entretenimento junto às crianças presentes, duelo dos cavaleiros e provas típicas daquela época. Depois, fomos conhecer e passear entre as outras partes do castelo.

Os jardins mereciam um capítulo a parte, pois, são belíssimos. Já no lago, é possível alugar e passear de canoa. Se preferir percorrê-lo com caminhada, se gasta em torno de uma hora para cruzá-lo.

Entre todas essas atrações, o castelo possui também, uma área de entretenimento destinada às crianças, com labirintos, túneis e brinquedos. Isso sem falar, do labirinto d’ água que é atração garantida principalmente com sol.

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Neste labirinto, o objetivo é chegar ao centro se molhando o menos possível, já que dependendo do lugar que se pisa nas pedras, jatos de água são esguichados em sua direção, tornando-se farra entre os pequenos.

Por fim, mais vinte e cinco minutos de caminhada até a estação. Quando estávamos próximos, avistamos o trem de longe e mas um pouco de correria, já que o intervalo de um trem para o outro é de uma hora.

Para registrar este momento, a foto abaixo. No entanto, um passeio que valeu a pena pela história, pelo entretenimento, pela diversão e sem dúvida alguma pelas recordações das belíssimas paisagens que a natureza pode proporcionar.

OBS: segundo minha pesquisa realizada, “rege a lenda” que perto da estação há um ônibus (não sei de quanto em quanto tempo), que realiza o percurso estação- castelo. Como não o avistei, nem na ida, nem na volta, fizemos á pé, o que é possível de ser feito, mas com certeza não é a melhor opção porque anda-se na estrada sem acostamento. 

Uma “coxa” sapeca

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Quem me conhece sabe, o quanto sou apaixonada por crianças. Quando estou junto a uma, confesso que por vezes, me sinto com a mesma idade.

Vejo criança como vida, esperança, alegria, pequenos anjos de Deus, que encantam nossa vida quando convivemos com elas. E dificilmente, você me verá afastada de uma, a não ser claro, que seja mal educada ou mimada, aí confesso que não tenho paciência.

Minha sogra brinca que no dia que eu for mãe, o Carlos terá em casa duas crianças… kkkk Talvez ela não esteja errada.

Contudo, existem algumas que realmente se tornam muito, mas muito especiais em minha vida.

E é pensando em uma delas que dedico hoje este post.

Afinal, já faz um tempo que prometi e prometer a criança e não cumprir já viu né! Elas não esquecem e irão cobrar com certeza, e estão certíssimos em fazer isso.

Pois bem, a minha pequena chama-se Carolina (minha xará), mas com exclusividade chamo-a de coxas. 

Acompanhei de perto seu crescimento desde quando estava na barriga da sua mãe (Cláudia).

Quando a vi pela primeira vez, não me perguntem, mas, foi um carinho muito, mas muito grande que nasceu. Além de vivenciar bem de perto todo o seu desenvolvimento, suas primeiras palavras, seus passos, e seu engordar de coxas (que coxas), por isso o apelido carinhosamente dado.

Lembro-me como se fosse ontem, da primeira vez que ela comeu chocolate (quem será que deu?). Já adivinharam?

Brinco inclusive com a Cláudia, que o corpo inteiro da Carolzinha é dela, exceto o par de coxas. Já que desde pequena toda vez que a via, fingia morder (só com os lábios) suas coxas, e ela sempre falava quando perguntavam:

Carolina, de quem são as coxas?

– Da minha tia Alice.

Quem resiste? Até hoje, acredito que responda exatamente igual. A não ser quando ela quer me testar e inventa outro nome.

Isso sem falar, quando ela ia ao escritório e atravessava-o inteiro, parava na minha mesa e falava: BOOOOHHHHH cheguei!

Que saudades… Várias foram as tardes que juntas, brincávamos, andava com ela nas caixas dos malotes, pintávamos desenhos e ficávamos vendo sites juntas (Lilica e Barbie). Sem falar, de um dos momentos mais importantes da minha vida, que foi meu casamento, onde ela mesma doente se manteve linda do começo ao fim sendo minha daminha.

Difícil foi driblá-la com a minha mudança, a saída do escritório, a minha ausência no seu aniversário…

Afinal, no ano passado, tive outro compromisso na sua data e ficamos só um pouquinho na sua festinha. Pra quê? Tive que sair escondida e passei o resto do ano, sendo cobrada, porque havia largado a festa dela mais cedo. Sem falar, que ela sempre me perguntava se no próximo (que seria o desse ano), ficaria até o final, mesmo eu sabendo que não poderia estar presente, já que a viagem estava marcada. Odeio mentiras, enganar criança então, nem se fala.

Por isso, procurei usufruir o máximo de tempo antes da minha vinda com ela, afinal, sabia que a saudade iria ser grande.

Mas, o pior de tudo isso, era saber que não importava o que fazíamos juntas, ficava cada vez mais nítido com o passar dos tempos, que a desconfiança dela depois que contaram que eu iria viajar só aumentava. Bobo somos nós de acharmos que os enganamos.

Ela falava:

– Você volta rápido, não volta tia Alice?

– Você só vai buscar os meus chocolates de hipopótamo? (chocolates do Kinder que ainda não tem no Brasil).

Foi de cortar o coração! E quando liguei no aniversário dela deste ano para dar-lhe os parabéns, que alegria em escutá-la de novo e perceber que as minhas coxas continuam lindas.

Isso, sem contar, o que ela fez na minha mesa do escritório, após minha saída. Colocou uma foto nossa lá e disse que não era para ninguém sentar naquele lugar, porque aquela mesa era da tia Alice. Haja coração, nessas horas!

Tem como não retribuir o carinho mais sincero desse mundo que é o de uma criança?

Por isso, colocarei alguns dos nossos momentos e espero em breve fotografarmos muitos outros…

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Com saudades e vários beijos nas minhas coxas.

Carnaval del Pueblo

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Aconteceu no último dia 1° Agosto o Carnaval del Pueblo, realizado no Burgess Park, em Londres.

O evento que ocorre uma vez por ano, sempre na primeira semana de Agosto, é considerado a maior celebração na Europa da cultura latino-americana.

O carnaval que começa com uma procissão e desfile de carros exóticos, alegorias e fantasias, inicia-se na London Bridge e percorre alguns bairros da cidade até chegar no Burgess Park, onde ocorre apresentações de grupos e músicos de cada país, além da gastronomia, cultura e artesanatos dispostos em barracas ao ar livre.

72O Brasil, completou seu segundo ano de participação no evento. E embora, ainda não sejamos um número equivalente como os nossos vizinhos de língua espanhola (colombianos, mexicanos, espanhóis…) na festa, nosso palco, barracas e agitação não deixavam a desejar.

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Isto sem falar, que é muito bonito de se ver, tantas culuras reunidas com um só objetivo: relembrar e matar um pouquinho a saudade de seu país.

a barraca mais cheia e que mais vendia: a do português

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Um programa diferente, que envolve todas as idades. O Nicolas aí em baixo com o rostinho pintado que o diga!

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Este pequeno é o filhinho da Grazi e do Paulo, que mais uma vez, nos convidaram e apresentaram este programa diferente na terra da rainha.

Então, fica a dica:  se você passar por Londres em Agosto e gostar de festa, vá ao Carnaval del Pueblo!

Museu de História Natural em Londres

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O National History fica localizado na estação de South Kensington, tendo como tema principal – os animais.

2Sendo assim, não fica difícil perceber o encantamento das crianças logo na entrada, onde existe um esqueleto de dinossauro no salão central do museu.

Dividido em duas grandes partes, o National History, destaca bem o antes e o depois dos dinossauros na evolução animal.

Na parte dos dinossauros, a atração principal é sem dúvida a réplica do Tiranossauro- Rex (com movimentos e sons). Sendo possível ver também, nesta sessão, réplicas de fósseis dos dinossauros, suas histórias e curiosidades.

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cabeça pequenininha, hein!

Já na segunda parte, o destaque ficam a cargo dos outros animais, onde é impossível não se encantar ou gostar de nenhum.

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Um museu que encanta por mostrar e relembrar a importância do mundo animal na natureza e no planeta.