Luxemburgo – cidade de Luxemburgo

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Com apenas 82 km de extensão de norte a sul e 57 km de leste ao oeste, acreditem ou não, mas Luxemburgo é o sexto menor país da Europa e um dos maiores PIB per capita do mundo!

Com uma democracia parlamentar, encabeçada pelo Grão Duque (considerado inferior ao rei, mas superior aos príncipes ou duques soberanos), faz do país o único Grão Ducado ainda existente. Já que após a divisão da área de Benelux, o rei deixou de herança para seu sobrinho (Grão Duque), o país.

País este, construído como uma fortaleza romana no início da Idade Média e criado para atender conveniências políticas e geográficas dos demais países que dominaram a região (Alemanha, França, Holanda e Espanha). E por contar com uma localização estratégica, no alto do morro, cercado por vales, permitia aos habitantes, avistarem a kilômetros de distância seus inimigos.

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Hoje, parte da muralha ainda permanece e divide a cidade entre a parte alta (Ville Haute) e a baixa (Ville Basse/ Grund). Ambas, conectadas por pontes e viadutos que são os principais cartões postais do país.

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ponte Adolfo

 Na cidade alta – Ville Haute está localizado a parte mais comercial e turística da cidade, além do seu centro histórico. Cheio de restaurantes, cafés, mercados, praças, prédios públicos, tudo de fácil acesso aos pedestres com grandes calçadas que compõem o centro.

Já na cidade baixa – Ville Basse/Grund, o cenário é mais residencial, com casas típicas beirando o rio Petrusse.

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imagem tirada do site:http://olhares.uol.com.br

Entre seus pontos turísticos estão: os restos da antiga fortaleza (Casamatas do Bock e do Petrusse), Cidadela do Espírito Santo, as Torres de Vauban, Plauteau do Rham, Momumento Nacional da Solidariedade, catedral de Nossa Senhora de Luxemburgo, Museu do Milênio, Prédio do Grão Ducal, Parlamento, Castelo de Vianden e o caminho da Corniche (orla).

Palais de Gran Ducal (prefeitura)

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catedral de Nossa Senhora de Luxemburgo

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No caminho da Corniche, por exemplo, aqueles que não se animarem a descerem a muralha, podem optar ir de trenzinho turístico que faz o passeio completo pelo centro da cidade.

Outra dica sobre o país é comprar em qualquer banca de jornal, um guia turístico sobre o local, já que por não ser um dos países mais atrativos, comparado aos seus vizinhos, pouquíssimas são as informações encontradas nos blogs, guias de viagens e livros.

E embora, seja pequeno territorialmente, gastando-se um ou dois dias no máximo para conhecê-lo, sua história, colinas, paisagens e castelos são enriquecedores.

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Talvez, isso, ajude a entender melhor o lema do país: “Nós queremos permanecer o que somos”.

Afinal, um país com três línguas oficiais (francês, alemão e luxemburguês), dividido em três distritos: Diekirch, Grevenmacher e Luxembourg, um dos membros fundadores da União Européia, com uma capital de fazer inveja em qualidade de vida, e hoje, após tantas invasões, representar o maior PNB (Produto Nacional Bruto) do mundo, merece sem dúvida alguma uma visita.

Por isso, quem tiver a oportunidade de conhecer e visitar a Europa, não hesite e vá a Luxemburgo.

Já dizia o ditado: “tamanho não é documento”!

Haja saco!

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Eles são poucos, se compararmos com o número no Brasil, porém, quando aqui chegam os bank holidays (feriados), são sempre prolongados.

Por isso, para aproveitar mais um longo feriado neste mês e em dose dupla por sinal, já que hoje (29/4) entrou no calendário este ano, por ser o casamento real, preferimos sair do tumulto que esta a cidade em prol do evento e irmos passear na Alemanha.

Que para a minha surpresa, não fui só eu que pensei assim. Já que o vôo da Ryanair estava lotado, sem contar o aeroporto que parecia que o casamento aconteceria ali, de tanta gente indo e vindo.

Tirando isso, e o pequeno detalhe de que quase fico sem minha necessaire na alfândega, já que o policial cismou que o saquinho que eu transportava os líquidos não estava adequado, foi tudo bem.

Abre aspas para o perrengue do saquinho:

“Ele queria que eu comprasse na máquina que eles colocam estrategicamente depois da checagem das malas, ao preço de 2 libras (dois saquinhos) um saco novo. O único detalhe desta história toda, era que eu estava totalmente separada do Carlos, em outra esteira, sem dinheiro, celular e bolsa, deu para sentir o drama?

Com isso, fiquei cerca de dez minutos tentando argumentar com ele, o problema, que meu saquinho era transparente, que dava para ele ver o que tinha dentro… E ele tentando jogar a minha necessaire no lixo. Ele tentava, eu explicava, afinal, o fato não era o saquinho àquela hora, era eu não ter ninguém a quem recorrer para não ficar sem minha necessaire, por implicância dele.

E eis que surge nessa hora, um daqueles “anjos” enviados por Deus, que vendo o meu problema e passando por semelhante, já que ela teve que comprar as porcarias dos saquinhos também, me arruma um dos dela. Sem comentários para a atitude da moça, né!”

Vencido esse perrengue, quem surge na minha frente? Meu marido, claro! Com a pergunta: Onde você estava?

Resolvendo o problema do saquinho! Hilário! (kkkkk)

Com isso e após uma hora e meia de viagem, fomos recebidos com um belíssimo sol nas terras alemãs.

Até que… Percebendo que meu cunhado fazia um caminho diferente do normal para casa, questiono onde estávamos indo. E ele me responde: Luxemburgo!

Ah? Há cerca de algumas semanas atrás, havia comentado com a minha irmã sobre a possibilidade de conhecermos Luxemburgo. Mas, ela havia me dito que já conhecia e daí, ficou por isso mesmo. O que eu nunca poderia imaginar era que eles fossem nos fazer uma surpresa dessas.

Então, com saquinho novo, que venha Luxemburgo!

Escócia – Edimburgo

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Após sairmos de Glasgow nossa viagem a capital escocesa – Edimburgo durou aproximadamente uma hora.

Chegamos ao final do dia com a cidade totalmente nublada e debaixo de chuva. Àquela hora, somado ao nosso cansaço só pensávamos em duas coisas: acharmos o hotel e jantarmos. Tarefas nas quais, nos renderam boas risadas depois de realizadas.

Primeiro, porque estávamos na Escócia, em um hotel no qual os proprietários eram iraquianos. Segundo, porque o nosso jantar que foi em um restaurante italiano, com uma comida deliciosa e uma sobremesa inesquecível tinha o dono persa. Resumindo, alguém viu algum escocês de Kilt (traje típico na Escócia, popularmente conhecido – saia), nessa cidade? Nem eu!

Já no dia seguinte…

Depois do café da manhã, tivemos que escolher entre ficar na cidade ou ir as Highlands. Já, que fazer os dois no mesmo dia, seria missão impossível. Pensando nisso, optamos pela cidade e nossa primeira parada foi o Castelo de Edimburgo – Edinburgh Castle.

Localizado no centro da capital, o castelo é uma antiga fortaleza, que foi erguido no colo de um vulcão extinto a mais de 340 milhões de anos. Por isso, possui uma altura sobressalente à capital escocesa, cuja posição chama-se Castle Rock (Rochedo do Castelo). 50

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vista da cidade com o mar ao fundo

Entre as atrações do castelo, estão: a pequena Capela de Santa Margarida; o Grande Hall, construído por Jaime IV da Escócia em 1511; os aposentos reais; a Mons Meg, exemplar das primeiras bombardas europeias, que foi fundida na época para salvar o casamento de Maria Stuart, rainha da época na Escócia e do rei Henrique II da França.

Além, das prisões militares, no séc. XVIII, onde estiveram detidos muitos marinheiros de várias nacionalidades e a Sala da Coroa.

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Sala esta, que é a única parte proibida a fotos e filmagens do castelo, e destaca-se por guardar um dos tesouros mais antigos da Europa e de maior importância para a história da Escócia – a Coroa Escocesa.

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imagem pesquisada

Formada pela Espada, a Coroa e o Ceptro, o país só obteve o direito sobre sua coroa após a união dos parlamentos da Escócia e da Inglaterra em 1707. Desde então, essas jóias encontram-se na Sala da Coroa, junto com a Pedra do Destino e o assento de coroação dos reis da Escócia.

Com este fator, história agregada e importância, não fica difícil dizer, que o castelo é o mais famoso, visitado e conhecido do país. Principalmente no mês de agosto, quando ocorre durante três semanas, a Edinburgh Military Tatoo.

imagem pesquisada

Festival que consiste na apresentação de bandas militares com roupas tradicionais, gaitas de fole e armas em frente ao Portão das Armas do castelo. E que torna não só o evento especial, mas também a cidade.

Edimburgo, sem dúvida alguma é uma representação verídica do que é o escocês. Um povo alegre, com orgulho de sua história, cultura e tradições. Seja, com as ciranças aprendendo a tocarem gaita de fole desde pequenos, os homens usando kilts nos eventos e comemorações ou no seu produto mais famoso mundialmente – whisky.

Isso tudo, sem falar dos outros pontos turísticos que a cidade proporciona.

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National Gallery – Galeria Nacional

colina Calton Hill – observatório e monumento ao almirante Nelson.

Entretanto, como choveu forte o dia inteiro, estes, serão melhor explorados na próxima viagem à Escócia que terá como objetivo conhecer as Highlands.

Escócia – Glasgow

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Os feriados aqui na Inglaterra são um tanto quanto diferentes do Brasil. Digo isso, porque, em geral, contando as épocas de Natal e Ano Novo, somado aos outros quatro durante o resto do ano, totalizam-se oito dias fixos no calendário.

Este ano, no entanto, devido o casamento real no próximo dia 29 de abril, ter sido decretado feriado, aumentaram para nove. E embora, todos caiam as sextas ou segundas, e permitam obter um final de semana prolongado, muitas empresas, como a minha, contam esses dias, como férias e por isso, nossos lindos vinte e oito dias, por vezes são reduzidos a vinte.

Pensando nisso, e não querendo perder nenhum desses preciosos momentos de lazer e sossego, nos programamos com muito tempo de antecedência para duas viagens nesses dois finais de semana do mês de abril.

E mesmo tendo a primeira viagem reduzida de quatro para três dias, já que fui escalada para trabalhar na segunda (feriado), nada disso foi suficiente para atrapalhar a nossa empolgação em conhecer o país famoso por seus uísques e pelos homens vestirem saias nas comemorações – a Escócia.

Saímos de Londres na quinta feira à noite, viajando de Megabus (empresa de ônibus – low cost), e após nove horas de viagem chegamos ao nosso primeiro destino: Glasgow.

A cidade me pegou tão de surpresa que nem eu estava para ela. Não sabia por onde começar, o que olhar o que fotografar… E a primeira impressão que eu tive era estar em uma cidade grande, suja e abandonada.

No entanto, como diz o ditado: “quem está na chuva é para se molhar”, no meu caso, àquela hora, só nos restava andar.

E em poucas horas, já havíamos conhecido uma boa parte da cidade, com direito a compras e almoço. E quando já pensávamos que tínhamos visto tudo o que a cidade tinha a nos oferecer, percebemos que estávamos do lado “velho” da cidade. Quem manda não pesquisar?

O lado mais “novo” de Glasgow é menos sujo e abandonado, com mais comércio e igrejas. Até  me senti em um filme americano de época, por termos assistimos a parte final da celebração de uma igreja protestante, e recebermos na saída os cumprimentos do pastor na porta.

Depois disso e munidos de algumas informações, fomos visitar as duas maiores catedrais da cidade. Uma católica e a outra protestante.

A primeira catedral recém reformada fica a beira do rio, já a segunda, fica na parte mais alta da cidade, perto da universidade e com um cemitério na entrada. Uma verdadeira obra de arte que passa por restauração e reformas.

A partir daí, senti que Glasgow tinha valido muito a pena. E nosso dia só terminou na cidade ao cair da tarde, quando pegamos nosso segundo ônibus com destino a capital escocesa – Edimburgo.

PS: não tive como resistir em ir de ônibus ao invés de avião, pagando 1 libra por passagem (ida), o equivalente a R$ 2,60 por nove horas de viagem. Surreal! E embora, a volta tenha nos custado o preço real das passagens, valeu muito a pena.