Canterbury

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Famosa por ter uma das catedrais mais bonitas do país, além, de ser a Igreja Matriz da Comunhão Anglicana, a cidade de Canterbury é também, uma boa opção para os passeios bate-volta a partir de Londres. 

Cercada por mais de 1700 anos de história e sendo o tesouro da cidade, a catedral ficou mundialmente famosa após, ser palco do brutal assassinato de Thomas Becket, em 1170, que foi decapitado por quatro cavaleiros do rei Henrique II. 

Tudo isso porque, eles levaram a sério a raiva, fúria e ódio do rei, quando o mesmo reclamava e perguntava “Quem vai me livrar deste padre intrometido?”. Uma vez que Becket, arcebispo da igreja na época (nomeado pelo próprio Henrique II), vinha causando muita dor de cabeça e discussões com o monarca.

A partir da sua morte, milagres começaram ser atribuídos ao martírio, que passou a ganhar cada vez mais peregrinos, especialmente, após sua canonização três anos depois. 

Hoje, uma simples vela marca o lugar onde ficava o santuário dentro da igreja, já que em 1538, por ordem do rei Henrique VIII (fundador da religião anglicana), o local foi destruído.  

E embora, a igreja, não seja de entrada franca (£9,00  – Mar/12), sua conservação, arquitetura e tamanho impressionam. 

Agora, se não for seu objetivo, conhecer a igreja, pode-se optar pelo passeio de barco no canal da cidade, ou simplesmente, andar no centro, apreciar sua história, seu comércio, as ruínas do seu castelo ou passear no parque cercado pelo antigo muro que protegia a cidade e que não foi atingido pelos bombardeios alemães durante a segunda guerra. 

Tenho certeza que algo dessa cidade irá te encantar!

Rye

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A fim de aproveitar o fim-de-semana e sabendo que os sogros já conheciam Londres, a cidade escolhida para passeio de hoje foi Rye.

Localizada a cerca de uma hora e meia do centro da capital, Rye é uma cidade do condado de Sussex, que teve uma vasta importância política e comercial nos séculos XII e XIII.

Por sua posição geográfica estar perto do Canal da Mancha, Rye foi por muitos anos uma das cidades costeiras (Cinque Ports: Hastings, New Romney, Hythe, Dover, Winchelsea e Rye) mais importantes do país, tendo como responsabilidade proteger a entrada de invasores.

Por isso, visitar Rye é voltar no tempo e identificar em cada uma de suas ruas, sua história. Seja na igreja, no castelo ou até nas mais tradicionais ruas e pubs da cidade.

Com ruas na grande maioria ainda de pedras, tão bem conservadas quantas muitas casas e comércios construídos ainda no século XII, Rye hoje, é totalmente voltada ao turismo.

The Ypres Tower - 1249. Aberto o ano inteiro ao público

O jardim das armas

Dentre suas atrações, a Marmaid Street (séc X) e a High Street se destacam. Na primeira, está localizado o The Marmaid Inn, um dos mais tradicionais hotéis/restaurantes da cidade, cheio de passagens secretas, famoso por sediar no séc. XVIII uma gang de contrabando de lã de ovelhas e ser conhecido como o reduto dos fantasmas.

Mermaid Street

The Mermaid Inn

Já a High Street é cercada de lojas, restaurantes, e muitos artigos de decoração. Tanto, que foi exatamente nela que encontrei um suporte para velas que há tempos procurava em Londres. Isso, sem falar do restaurante que comemos um dos melhores fish and chips do país.

Tudo isso, tornam de Rye uma cidade atrativa ao turismo seja para um passeio de um dia ou de um fim-de-semana. Já que a cidade também possui sua parte costeira com areia ao invés de pedras.

Para chegar à cidade, a melhor opção para quem utilizar transporte público é a estação de Waterloo (uma hora e cinco minutos) que oferece opção de trens diretos. No entanto, as estações de Charing Cross, London Bridge, St Pancras, London Victoria e Gatwick Airoport também podem ser utilizadas, embora, não tenham opções diretas.

Para mais informações sobre Rye, acesse o site: http://www.visitrye.co.uk/

Stonehenge

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Após conhecermos Salisbury e o Old Sarum nosso passeio continuou.

Há cerca de vinte minutos de Salisbury, a cidade das pedras, foi nossa segunda parada – Stonehenge.

Construída entre os anos de 3000 a.C – 1600 a.C um dos maiores ícones do país representam até os dias atuais, muitas dúvidas sobre sua origem.

Sem saber ao certo o que é, para que serve, por que e com qual finalidade foi construída, Stonehenge, desperta fascínio e mistério em todos os que o visitam. Afinal, diversas são as possibilidades levantas, a fim de explicar uma Stonehenge em ruínas.

Para alguns, as pedras são pré-históricas ou algo extraterrestre. Para outros, adoração a antigas divindades, observatório astronômico, local de cura ou local sagrado para enterrar cidadãos da alta sociedade na época.

E embora, ninguém detenha de uma explicação plausível para sua origem, podemos dizer sem dúvida alguma, que Stonehenge foi algo muito importante e valido para os investimentos e esforços na época. Já que sua construção se estendeu por mais de 1000 anos de diferença em suas três fases.

No primeiro período, o monumento era uma simples vala com 97,54 metros de diâmetro e uma única entrada, com um banco de terra e um círculo de 56 buracos representados por madeiras.

representação de como as pedras eram carregadas. Estima-se que mais de 600 homens eram necessários para mover uma pedra.

No segundo período, houve a construção do círculo externo (com pedras de 35 toneladas), alargamento da entrada, realocação do santuário de madeira, além da construção de dois círculos de pedras azuis. Pedras estas, que foram transportadas das montanhas de Gales, a cerca de 240 milhas de distância.

Já no terceiro e último período, as pedras azuis foram derrubadas e as pedras de megalíticos foram erguidas. Pedras que pesavam 25 toneladas cada, com em média 5,49 metros de altura e transportadas por mais de 19 quilômetros. Anos mais tarde, sessenta pedras azuis foram restauradas e erguidas em um círculo interno, e outras dezenove, também foram inseridas em forma de ferradura. Finalizando Stonehenge.

Com isso, milhares de anos se passaram e o tempo e o contato dos visitantes, causaram desgastes e danos, principalmente nas pedras azuis. Pedras estas, que em 1978 tiveram restrições de contato e que continuam cercadas até os dias atuais.

Tudo isso, no entanto, tornou Stonehenge um lugar ainda mais excepcional, único e intrigante aqueles que têm oportunidade de conhecer.

Para ter acesso às pedras hoje, a entrada é subterrânea e custam 7,50 libras por pessoa, com direito a áudio-guia e muitos pontos de interrogações.

Infelizmente, por questões de horários, a cidade de Bath ficou para um próximo passeio.

Salisbury

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O dia de hoje foi programado na mesma hora em que resolvemos sair de casa.

Com o cronograma de visitar três famosas cidades do país (Salisbury, Stonehenge e Bath), tínhamos o fator tempo oposto a nós, já que saímos de casa tarde.

No entanto, independente de visitar uma ou as três cidades, o fato de simplesmente espairecer já estava valido.

Com isso, Salisbury foi nossa primeira parada após duas horas de estrada.

A cidade famosa por sua catedral e história, torna-se uma fácil opção de passeios de um dia inteiro.

Digo isso, porque além da catedral repleta de histórias, o Old Sarum (parte velha e que deu origem a cidade), seu comércio e centro de compras são de fácil distração aos visitantes.

O Old Sarum, por exemplo, é uma colina a dois quilômetros do norte de Salisbury (aproximadamente três kilômetros), que apresentou evidências de habitação humana 3.000 aC.

Old Sarum quando foi criada. Imagem retirada da internet

Com forma oval, 400 metros de comprimento e 360 metros de largura, Sarum – conhecida como a idade do ferro, foi estrategicamente colocada no conjunto de duas rotas comercias e o rio Avon.

imagem retirada do site: english heritage

O castelo construído para o rei Henrique I, após cair em desuso foi vendido para materiais do rei Henry VIII. Já a catedral, casa oficial do bispo da cidade, após, deterioração do clero e dos militares em Old Sarum, decidiram muda-la (1075 a 1092) para as planícies da região, no século XII. O que originou a nova Sarum ou Salisbury.

local que ficava a igreja de Old Sarum

A cidade que cresceu rapidamente no século XIV, teve muitas pedras da antiga catedral de Old Sarum, utilizadas na construção da nova.

Catedral esta, conhecida até hoje, por ter a torre mais alta da Inglaterra (123 metros), além de abrigar um relógio mecânico instalado em 1386 (o relógio mecânico mais antigo do país), e possuir o mais bem preservado dos quatro exemplares da Carta Magna (o segundo original está na biblioteca inglesa).

o relógio mecânico

Infelizmente, ambas as cartas ao alcance dos olhos e proibidas a reproduções fotográficas. No entanto, a catedral e o Old Sarum são abertos ao público, para conferirem de perto toda essa história.

Para mais informações sobre a catedral e o Old Sarum é só clicar nos links.