Escócia – Edimburgo

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Após sairmos de Glasgow nossa viagem a capital escocesa – Edimburgo durou aproximadamente uma hora.

Chegamos ao final do dia com a cidade totalmente nublada e debaixo de chuva. Àquela hora, somado ao nosso cansaço só pensávamos em duas coisas: acharmos o hotel e jantarmos. Tarefas nas quais, nos renderam boas risadas depois de realizadas.

Primeiro, porque estávamos na Escócia, em um hotel no qual os proprietários eram iraquianos. Segundo, porque o nosso jantar que foi em um restaurante italiano, com uma comida deliciosa e uma sobremesa inesquecível tinha o dono persa. Resumindo, alguém viu algum escocês de Kilt (traje típico na Escócia, popularmente conhecido – saia), nessa cidade? Nem eu!

Já no dia seguinte…

Depois do café da manhã, tivemos que escolher entre ficar na cidade ou ir as Highlands. Já, que fazer os dois no mesmo dia, seria missão impossível. Pensando nisso, optamos pela cidade e nossa primeira parada foi o Castelo de Edimburgo – Edinburgh Castle.

Localizado no centro da capital, o castelo é uma antiga fortaleza, que foi erguido no colo de um vulcão extinto a mais de 340 milhões de anos. Por isso, possui uma altura sobressalente à capital escocesa, cuja posição chama-se Castle Rock (Rochedo do Castelo). 50

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vista da cidade com o mar ao fundo

Entre as atrações do castelo, estão: a pequena Capela de Santa Margarida; o Grande Hall, construído por Jaime IV da Escócia em 1511; os aposentos reais; a Mons Meg, exemplar das primeiras bombardas europeias, que foi fundida na época para salvar o casamento de Maria Stuart, rainha da época na Escócia e do rei Henrique II da França.

Além, das prisões militares, no séc. XVIII, onde estiveram detidos muitos marinheiros de várias nacionalidades e a Sala da Coroa.

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Sala esta, que é a única parte proibida a fotos e filmagens do castelo, e destaca-se por guardar um dos tesouros mais antigos da Europa e de maior importância para a história da Escócia – a Coroa Escocesa.

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imagem pesquisada

Formada pela Espada, a Coroa e o Ceptro, o país só obteve o direito sobre sua coroa após a união dos parlamentos da Escócia e da Inglaterra em 1707. Desde então, essas jóias encontram-se na Sala da Coroa, junto com a Pedra do Destino e o assento de coroação dos reis da Escócia.

Com este fator, história agregada e importância, não fica difícil dizer, que o castelo é o mais famoso, visitado e conhecido do país. Principalmente no mês de agosto, quando ocorre durante três semanas, a Edinburgh Military Tatoo.

imagem pesquisada

Festival que consiste na apresentação de bandas militares com roupas tradicionais, gaitas de fole e armas em frente ao Portão das Armas do castelo. E que torna não só o evento especial, mas também a cidade.

Edimburgo, sem dúvida alguma é uma representação verídica do que é o escocês. Um povo alegre, com orgulho de sua história, cultura e tradições. Seja, com as ciranças aprendendo a tocarem gaita de fole desde pequenos, os homens usando kilts nos eventos e comemorações ou no seu produto mais famoso mundialmente – whisky.

Isso tudo, sem falar dos outros pontos turísticos que a cidade proporciona.

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National Gallery – Galeria Nacional

colina Calton Hill – observatório e monumento ao almirante Nelson.

Entretanto, como choveu forte o dia inteiro, estes, serão melhor explorados na próxima viagem à Escócia que terá como objetivo conhecer as Highlands.

Escócia – Glasgow

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Os feriados aqui na Inglaterra são um tanto quanto diferentes do Brasil. Digo isso, porque, em geral, contando as épocas de Natal e Ano Novo, somado aos outros quatro durante o resto do ano, totalizam-se oito dias fixos no calendário.

Este ano, no entanto, devido o casamento real no próximo dia 29 de abril, ter sido decretado feriado, aumentaram para nove. E embora, todos caiam as sextas ou segundas, e permitam obter um final de semana prolongado, muitas empresas, como a minha, contam esses dias, como férias e por isso, nossos lindos vinte e oito dias, por vezes são reduzidos a vinte.

Pensando nisso, e não querendo perder nenhum desses preciosos momentos de lazer e sossego, nos programamos com muito tempo de antecedência para duas viagens nesses dois finais de semana do mês de abril.

E mesmo tendo a primeira viagem reduzida de quatro para três dias, já que fui escalada para trabalhar na segunda (feriado), nada disso foi suficiente para atrapalhar a nossa empolgação em conhecer o país famoso por seus uísques e pelos homens vestirem saias nas comemorações – a Escócia.

Saímos de Londres na quinta feira à noite, viajando de Megabus (empresa de ônibus – low cost), e após nove horas de viagem chegamos ao nosso primeiro destino: Glasgow.

A cidade me pegou tão de surpresa que nem eu estava para ela. Não sabia por onde começar, o que olhar o que fotografar… E a primeira impressão que eu tive era estar em uma cidade grande, suja e abandonada.

No entanto, como diz o ditado: “quem está na chuva é para se molhar”, no meu caso, àquela hora, só nos restava andar.

E em poucas horas, já havíamos conhecido uma boa parte da cidade, com direito a compras e almoço. E quando já pensávamos que tínhamos visto tudo o que a cidade tinha a nos oferecer, percebemos que estávamos do lado “velho” da cidade. Quem manda não pesquisar?

O lado mais “novo” de Glasgow é menos sujo e abandonado, com mais comércio e igrejas. Até  me senti em um filme americano de época, por termos assistimos a parte final da celebração de uma igreja protestante, e recebermos na saída os cumprimentos do pastor na porta.

Depois disso e munidos de algumas informações, fomos visitar as duas maiores catedrais da cidade. Uma católica e a outra protestante.

A primeira catedral recém reformada fica a beira do rio, já a segunda, fica na parte mais alta da cidade, perto da universidade e com um cemitério na entrada. Uma verdadeira obra de arte que passa por restauração e reformas.

A partir daí, senti que Glasgow tinha valido muito a pena. E nosso dia só terminou na cidade ao cair da tarde, quando pegamos nosso segundo ônibus com destino a capital escocesa – Edimburgo.

PS: não tive como resistir em ir de ônibus ao invés de avião, pagando 1 libra por passagem (ida), o equivalente a R$ 2,60 por nove horas de viagem. Surreal! E embora, a volta tenha nos custado o preço real das passagens, valeu muito a pena.